
Nunca pensei que um dia teria um blog. Não, não é verdade. Na verdade pensei, mas nunca soube o que escreveria no chamado "diário na internet". Esse nome para mim ainda me soa estranho - apesar de estar inserida no mundo da internet há um bom tempo- pelo fato de que há diários de pessoas que escrevem o que pensam e sentem para que todo mundo (literalmente) leia.
Eu, na verdade, sempre gostei de escrever histórias para que todo mundo lesse, mas meu diário, que sempre escondi de tudo e todos, este era apenas deleite de minhas melhores amigas.
O fato é que sempre pensei que escreveria no meu diário todo o meu crescimento e que um dia minhas filhas leriam tudo o que eu passei e pudessem rir e chorar, com cada momento e sentimento descrito naqueles cadernos de páginas amareladas do tempo.
Sempre imaginei que escreveria o dia em que conheceria o "amor da minha vida" e que seria um ótimo motivo para que minhas filhas pudessem esperar por seus "príncipes". O incrível é que quando releio ou me lembro do que escrevi e percebo o quanto amadureci e mudei minha concepção de ver o mundo, já nem sei se vale a pena alguém ler essas páginas envelhecidas. A vida não é como um conto de fadas ou como as histórias criadas para que todos lessem.
Então, após desilusões e descobertas do mundo REAL resolvi que preciso parar de esconder os meus pensamentos e revelá-los (seja lá pra quem quer que for).
Não tenho ideia do que vou escrever daqui pra frente e nem tenho certeza se alguém lerá este blog, apenas quero sentir que estou pensando, expondo e fazendo com que alguém sinta o que eu estou sentindo, assim como há muito tempo sonhei com minhas filhas lendo aquelas páginas amarelas com descrições frustradas de acontecimentos, espero que a realidade destes pensamentos sejam apenas fatos, já que provavelmente não vão influir no comportamento de ninguém.
Apenas fatos (ou pensamentos)... descritos no diário virtual por alguém que só quer se manifestar com sua visão do mundo irreal ou real demais.
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